terça-feira, 25 de setembro de 2012

Do Teu Quarto, Da Cozinha, Da Sala De Estar

Sob inúteis pretextos, encontraram-se. De maneiras incontroláveis, e surgindo de instintos primitivos, o fizeram. E de novo. E mais algumas vezes. Até que tal prazer fosse satisfeito com o desejo ardente da carne. Unhas, cabelo, carne. Furtivos, sorrateiros, proibidos. Fugaz. Fuga. Escape. Cano. Vontade. Pra quê vontade, se há satisfação? Se há necessidade de partir, parte aqui, parte meu coração e leva consigo.Dentes. Pernas. Braços. Coxa. Vício que leva a rotina. Prazer. Toque. Leveza do tocar, o verbo sai da boca direto pra baixo. Desce, e desce. E a boca sobe, e encontra. De leve, despercebido. O tempo voa, passa, ninguém nota. De porta trancada, de janela fechada. Suor. Entremeio de corpos juvenis, suados, cansados, extasiados. Cansaço que vale a pena, cansaço que corrói o corpo e satisfaz a alma. Nas suas ancas, jaziam suas mãos. Mãos que a tocaram, que a deliciavam um momento atrás e estavam indo embora. Manda embora o que não há de embeber no prazer, manda embora o que não há de me fazer sentir. Que corpo que importa? Só pelo melhor da vida, isso e ócio.

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