sábado, 1 de dezembro de 2012

Home Is Where The Heart Is



















Olhando minhas fotos ao som de Memory Lane, do Mcfly, descobri relíquias. Fotos que eu nem lembrava existirem. Eventos que eu nem lembrava ter comparecido. Pessoas que faziam parte do meu dia, do cotidiano, que eu sabia de quase tudo, e que agora não sei de absolutamente nada. Tudo muda tanto. Suas escolhas influenciam mais que diretamente em quem você se torna ou se tornou, e algumas pessoas simplesmente não cabem mais na sua presente ou passada situação. Não é culpa sua. Não é culpa delas. Só não cabe mais. Me dei conta de quantas pessoas passaram pela minha vida. Não foram poucas. Já participei de vários grupos de amigos, várias tribos, de muitas pessoas diferentes. Ofendi e fui ofendida. Mudei e mudaram. Todos mudam. E acontece que agora não sei a que grupo pertenço. Tenho, ao meu lado, as pessoas que eu sempre tive ao meu lado, e as quais eu tenho a certeza que não me deixarão jamais. Algumas pessoas, por mais que efêmeras na minha vida, deixaram marcas eternas. Marcas de como me comporto, de como me comportarei, de mim. Fizeram de mim o que eu sou hoje, e sou eternamente grata. Algumas, consegui ofender e afastar da minha vida, apesar de que, no geral, essa nunca foi minha intenção. De algumas, sinto enorme falta. De outras, não sinto e provavelmente jamais sentirei (apesar de "jamais" ser uma palavra de enorme significância, e que não deve ser usada em vão). Às vezes, só às vezes, sinto aquele aperto gostoso e dolorido no peito, quase sempre de saudade, e vejo as fotos. Pra algumas pessoas, que a vida separou, a gente diz que sente saudade, que devemos marcar encontro, e nunca liga. Pra outras, a gente liga do nada e resolve que o tempo que passou separado foi o suficiente. Mais do que o suficiente. Teme que quando encontrá-la, não saberá o que dizer, como se portar, mas assim que a encontra, parece que nunca estiveram separados. E é assim a vida, cheia de reviravoltas, curvas, becos sem saída. Pessoas que não há mais chance de reconquistar. Pessoas que não foram totalmente perdidas, mas que precisam que você reconheça o erro, ao invés de persistir nele. Pessoas que você não sabe que farão falta até que saiam, aos poucos ou abruptamente, da sua vida. Aos que ofendi ao longo do ano e dos anos, minhas mais sinceras desculpas. Planejo começar o ano de 2013 de consciência limpa, ao menos. Desculpas vindas do coração. Meus erros foram maiores que meus acertos? Espero que não. Espero que ainda possamos telefonar uns pros outros e marcar de ir à praia, à roça, ao açaí. Espero que possamos começar 2013 de forma limpa. Com menos problemas, menos inimizades, menos coração cheio de problemas. Àqueles que planejam ir pra longe, meu até logo. Adeus, nunca. Nunca, adeus. Sei que sou eternamente responsável por aquilo que cativo, e espero conseguir semear um pouco do bem que me foi semeado. E que isso não seja um adeus, nunca. Sempre até logo, sempre vírgulas. Pontos finais são muito difíceis de aceitar. Bem. Não consegui chegar até o final do texto sem lágrimas, como havia me prometido fazer. Até logo e obrigada por cada dia bem vivido da minha vida.