sábado, 1 de setembro de 2012

Carta Pra Você Ficar

Vou começar isso de uma forma bem simpática: eu nunca achei que ia gostar de você. Sinceramente, do fundo do meu coração. E quando você e João começaram a almoçar juntos, eu vi aí um jeito de "perder" uma pessoa querida pra outra não tão querida assim: ciúmes. Acho que você percebeu isso em algum ponto, já que você mesma disse que tinha um pouco de medo de mim. Sou meio ciumenta, só que guardo isso totalmente pra mim, então acho que João nunca chegou de fato a saber desse ciuminho babaca que eu tendo a ter pelas pessoas mais queridas, e que, ironicamente, isso agora se aplica a você mais do que a ele. O ciuminhos, digo.

Deixando minha habitual simpatia de lado, vou sentir saudades. Tipo, de verdade. É só olhar no meu blog pra ver quantas pessoas ganharam textos por aqui e você vai ver que eu não escrevo texto pra qualquer um. Acho que umas três pessoas já ganharam textos meus publicados aqui exclusivos pra elas, portanto, considere-se muito especial. Vocês todos estão fazendo questão de me deixar, não estou gostando disso. Pra quem eu vou mandar mensagem reclamando no meio da aula? E levar pra rolés no centro da cidade? Com a gata de quem eu vou fazer spider cat (tentando imitar Arthur, porém, falhando miseravelmente)? Quem vai entender exatamente o que eu tô passando? Resumindo, quem é que vai me amar quando eu preciso de amor e ninguém vai me dar? (colocaria uma carinha triste, mas não gosto de colocar carinhas em textos sérios, portanto imagine-a aí)

Me avise se eu estiver sendo guei ao extremo, por favor. Se bem que se envolve você, tem que ser guei. Aliás, não se engane pensando que esse é o texto definitivo pra você, vai ter outro (essa sou eu, estragando parte da sua surpresa, por que sou mole com a sua curiosidade). Nossa ida ao cinema foi engraçada demais. Eu tava precisando dessa fuga, deuses. Dessas internas, desse filme, sei lá, desse rolé. Conversar com você, e todas essas coisas. Não me faça dizer, não vou dizer. Direi: chorei até dormir quando cheguei em casa da sua despedida. E olha que isso nem é apelo pra você aparecer aqui em casa com os restos mortais da festa (mentira, é um pouco)

A gente acabou passando por todas essas coisas, e você acabou sendo muito importante pra mim, de formas que eu nem sem explicar. Uma das melhores coisas que eu fiz esse ano foi resolver reavaliar as pessoas que eu não gostava e ser sua amiga, sério. Vá embora não, fique aqui. Eu tenho espaço no armário, Ceci rejeitou o pobrezinho. É isso aí, o resto vai estar na sua in-flight letter. Je t'aime (por que em francês é mais legal) e apareça por aqui amanhã.

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