domingo, 18 de abril de 2010

Eles que se fodam.

Eles que se fodam por serem tão tremendamente escrotos. Eles que se fodam por se acharem os donos do mundo. Eles que se fodam por me isolarem do mundo. Eles que se fodam por poderem mandar na minha vida. Eles que se fodam por estragarem a minha felicidade quando eu finalmente consegui. Eles que se fodam por estragarem a minha vida. Eles que se fodam por acharem que estão sempre certos. Eles que se fodam por serem tão hipócritas. Eles que se fodam. É, eles que se fodam. E eu que me foda. Eu que me foda por ser tão desmerecedora de alguma alegria, ou de qualquer porcaria de felicidade. Eu que me foda por ser tão estúpida. Eu que me foda por não dar satisfações. Eu que me foda por responder as pessoas. Eu que me foda por ser sempre tão mimada. Eu que me foda por não dar a mínima pra nada. Eu que me foda por não amá-los. Eu que me foda por não valorizá-los. Eu que me foda com essa mania de querer estar sempre certa. Eles que se fodam. Eu que me foda. Eu que me foda. E eles que se fodam. Eles que se fodam por poderem me punir. Eles que se fodam por sempre esperarem demais de mim. Eles que se fodam por me darem castigos tão compridos e estúpidos. Eu que me foda por publicar isso no blog. Eu que me foda por ser tão tremendamente escrota quando eu não devo. Eu que me foda. Eles que se fodam. Eles que se fodam. Eu que me foda. Eles que se fodam por serem tão autoritários. Eles que se fodam por acharem que resolvem tudo, quando só cobrem com uma maquiagem ridícula. Eles que se fodam por achar que meus problemas são problemas deles. Eles que se fodam por se meterem na minha vida. Eles que se fodam por não me deixarem em paz. Eles que se fodam. Eu que me foda por realmente dar a mínima pra muitas dessas coisas. Eu que me foda por ser tão igual a eles. Eu que me foda por não ter aprendido tudo direito. Eu que me foda por não ser perfeita. Eu que me foda por dormir nas aulas. Eu que me foda por tirar notas baixas. Eu que me foda por não ser uma filha decente. Eu que me foda por ter problemas. Eu que me foda por gastar muito dinheiro no telefone. Eu que me foda por ser tão exigente. Eu que me foda por ser consumista. Eu que me foda por morar na roça. Eu que me foda por não ser boa em nada. Eu que me foda. Eles que se fodam. Eu que me foda. Eles que se fodam. Eles que se fodam por serem tão irritantes. Eles que se fodam por rir de mim. Eles que se fodam por me chamarem de gorda. Eles que se fodam por me reprimir. Eles que se fodam por me proibir. Eles que se fodam por terem esquecido o que são adolescentes. Eles que se fodam por não lembrarem como é ser adolescente. Eles que se fodam por achar que eu sou criança. Eles que se fodam por não reconhecer meus méritos. Eles que se fodam por só apontarem minhas falhas. Eles que se fodam. Eu que me foda. Eu que me foda por falhar de mais. Eu que me foda por não ser o orgulho dos meus pais. Eu que me foda por ser tão egoísta. Eu que me foda por não agradecer. Eu que me foda por achar que sou alguém. Eu que me foda por ser sedentária. Eu que me foda por agir como criança às vezes. Eu que me foda por beber. Eu que me foda por sempre querer. Eu que me foda. E eles que se fodam.

Ele que se foda


Ele que se foda por não gostar de mim. Ele que se foda por gostar dela. Ele que se foda por não ter certeza. Ele que se foda por ser tão perfeito pra mim. Ele que se foda por ser legal. Ele que se foda por ser bonito e não saber. Ele que se foda por tocar bem. Ele que se foda por conseguir me fazer gostar dele quando eu tinha decidido não gostar de ninguém. Ele que se foda por se depreciar. Ele que se foda por ser sarcástico. Ele que se foda por gostar de Beatles. Ele que se foda por contrariar meu estereótipo. Ele que se foda por ser ele. Eu que me foda. Eu que me foda por sempre esperar de mais. Eu que me foda por gostar dele quando ele não gosta de mim. Eu que me foda por não ter certeza. Eu que me foda por não ser perfeita pra ele. Eu que me foda por não tocar bem. Eu que me foda por ser feia. Eu que me foda por não ser legal. Eu que me foda por ter decidido não gostar de ninguém. Eu que me foda por sempre querer beijar ele incontrolavelmente. Eu que me foda por não beijar. Eu que me foda por não ter coragem. Eu que me foda por ter medo. Eu que me foda por ter brigado com o amor. Eu que me foda por querer que ele que se foda. Eu que me foda por não conseguir pegar geral. Eu que me foda por ocupar meu coração. Eu que me foda por não ser ela. Eu que me foda por querer certeza. Eu que me foda por estar cansada demais pra lutar. Eu que me foda por querer ele sempre mais. Eu que me foda por não estar nos planos dele. Eu que me foda por ser tão lesada. Eu que me foda por não dar em cima de ninguém. Eu que me foda por gostar do cheiro do cabelo dele. Eu que me foda por ficar feliz nas segundas feiras. Eu que me foda. Ele que se foda por ter um cabelo que cheira tão bem. Ele que se foda por não ficar feliz nas segundas. Ele que se foda por não me achar perfeita pra ele. Ele que se foda por não querer me beijar incontrolavelmente. Ele que se foda por não me beijar. Ele que se foda por ocupar o coração dele. Ele que se foda por querer lutar por ela. Ele que se foda por não me querer sempre mais. Ele que se foda por ser quem ele é. Ele que se foda por não ser outra pessoa. Ele que se foda por gostar das bandas que eu gosto. Ele que se foda por não saber que eu gosto dele. Ele que se foda por ser sempre tão alheio. Ele que se foda por não esperar nada de mim. Ele que se foda por ser bonito. Ele que se foda. Eu que me foda. Eu que me foda por não ser outra pessoa. Eu que me foda por não ser quem ele quer. Eu que me foda por gostar das mesmas bandas que ele. Eu que me foda por alimentar isso. Eu que me foda por querer estrangular essa menina. Eu que me foda por ser amiga dele. Eu que me foda por gostar de conversar com ele. Eu que me foda por chorar. Eu que me foda por sentir. Eu que me foda por ter um coração. Eu que me foda por amar. Eu que me foda por saber que não o terei e mesmo assim esperar ele me ligar. Eu que me foda por querer que ele me ligue. Eu que me foda por não ser quem ele quer. Eu que me foda por não conseguir ele pra mim. Eu que me foda por querer ele pra mim. Eu que me foda por parecer com ele. Eu que me foda. Ele que se foda. Ela que se foda. Ele que se foda por ser meu amigo. Ele que se foda por não alimentar isso. Ele que se foda por não chorar. Ele que se foda por não sentir. Ele que se foda por não amar. Ele que se foda por não me ligar. Ele que se foda por não me querer pra ele. Eu que me foda. Ele que se foda. Eu que me foda por escrever esse texto. Eu que me foda por ser tão óbvia. Eu que me foda por publicar isso no blog. Eu que me foda por precisar dele. Eu que me foda por me apegar. Eu que me foda por querer ele. Eu que me foda por precisar dele. Eu que me foda por beber. Eu que me foda. Ele que se foda por não me querer. Ele que se foda por não ser tão óbvio. Ele que se foda se entender esse texto. Ele que se foda por não precisar de mim. Ele que se foda por não se apegar. Ele que se foda. Tudo que se foda. Amor é caralho. Revolta. Tudo que se foda. Ele que se foda. Eu que me foda. Será que podemos ir juntos para o mesmo lugar? Eu que me foda por olhar para os lados esperando encontrá-lo. Ele que se foda por não fazer isso. Eu quero mais é que se foda. Ele que se foda. Eu que me foda. E eu que me foda por que mesmo com isso tudo, eu ainda goste de você. Que se foda.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tea Party


(Não ligo se Alice In Wonderland virou modinha, foda-se. Era um dos meus desenhos favoritos de infância, e vai continuar sendo u_u)

“Welcome to my tea party”

Acordara pela manhã, com os olhos semicerrados, percorreu o extenso corredor de sua casa. Lavou o rosto, penteou os loiros cabelos, passou rímel, blush, batom, pintou as unhas de um azul turquesa, e saiu com um roupão igualmente turquesa, mas com desenhos de carpas, andando majestosamente pelos corredores. Tão logo chegou de novo ao seu quarto, despiu o roupão e vestiu suas roupas intimas, suas três saias, sua blusa, suas meias listradas e um lustroso par de sapatos pretos. Prendeu o cabelo em um elaborado coque, o qual parecia displicente e majestoso ao mesmo tempo. Satisfeita com o resultado, foi para seu florido jardim, e por lá, encontrou suas cadeiras e mesa arrumadas para receber os convidados. Ajeitou a sua saia de cor creme, e colocou o avental rosa bebê. Farta de esperar, adentrou a casa batendo os sapatos no assoalho, de modo que faziam um barulho extremamente alto e irritante, com o qual ela não se importava nem um pouco. Desceu as escadas até a cozinha, e os sapatos ecoaram mais alto no piso de madeira. Pegou chá, muito chá. E depois, os bolos, pães, manteiga, geléia, chantili, caramelo, calda, sorvete, e nenhum café. Café era uma blasfêmia em um chá. Pois ora, o café estragava o propósito do chá, o qual se chamava Chá Das Cinco, e teriam que mudar o nome para Café Das Cinco, um nome que não a aprazia em nenhum dos sentidos que podia ter. Subiu as escadas estalando os sapatos do mesmo modo de antes, e arrumou milimetricamente as coisas que pegara na cozinha. Desceu, pegou mais coisas, subiu, arrumou. Entrou, e dirigiu-se à biblioteca e apanhou o telefone na grande poltrona de couro preto, ao lado de uma grande poltrona de couro tingido de vermelho. Discou os números nervosamente, e colocou o telefone rente ao ouvido a tempo de ouvi-lo chamar a primeira vez. Alguns toques depois, uma voz cansada atendeu o telefone. “Como você espera que tomemos chá se você não chega na hora nunca? São duas pras cinco.” Ela ralhou para a pessoa do outro lado da linha. “Oh, desculpe-me a minha falha, minha cara. Eu acabei adormecendo, veja só. Estarei aí em três redondos minutos. Espero que não se importe, mas a minha prima, Anne, está hospedada comigo, e eu achei que seria muito impolido de minha parte abandoná-la aqui. Posso levá-la?” Ela pensou um pouco ao telefone. “Pode, desde que, assim que desligar o telefone esteja aqui em três redondos minutos, por que de outro modo, ficarei muito chateada. Estarei te esperando no lugar de sempre, na quarta cadeira para a última. Adeus.” Ela esperou a voz masculina do outro lado da linha responder e desligou o telefone. Saiu da biblioteca, a colocou o telefone na base. Em dois quartos de dois minutos, a campainha tocou. Como esperado, Fitz e Anne estavam à porta, com suas roupas de Chá. Fitz estava com uma de suas habituais cartolas, a qual era roxa e verde, bastante extravagante, como de costume. Usava calças sociais verdes e uma pólo roxa. Os sapatos eram pretos, e seu casaco também. A cartola deixava aparecer chumaços do cabelo de Fitz, o qual era castanho amendoado, como seus penetrantes olhos. A Anne tinha cabelos displicentemente ruivos, sabe, tão displicentes quanto cabelos podem ser. Ela os arrumara em um rabo de cavalo, que caía em seus ombros, de modo à cair até sua cintura, pois tinha grandes madeixas. Usava um vestido vermelho vivo, que ressaltava as pequenas sardas perto do nariz. A saia do vestido possuía pequenos detalhes amarelo-ouro, que a faziam parecer algum tipo de membro da realeza, ou algo do gênero. Ela gostava, achava divertido, por assim dizer. Os sapatos eram pretos, como os demais. Estavam impecáveis, de modo que nada teve ela a fazer se não elogiá-los. “É um belo vestido esse que está usando, Anne. E você, Fitz, tão extravagante como sempre. De um modo bom, claro. A mesa está lá fora, no lugar de sempre. Deixe-me sair e poderemos tomar nosso chá.” Ela notou que Anne usava uma grossa camada de maquiagem para esconder as juvenis espinhas. E que a mesma usava muito rímel, e lápis preto. Não que isso realmente importasse de algo, mas ela era sempre muito observadora. Anne murmurou um simples “obrigado” e caminhou junto a Fitz, olhando para o chão. “Está um belo dia, não, Flo?”Fitz dirigia-se a ela, com um largo sorriso. Ela retribuiu o sorriso, e respondeu que sim. “Imagino que você trouxe a sua habitual torta de maçã.” Fitz assentiu com a cabeça e foi até o carro buscá-la. Voltou em instantes com um bule de chá e um enorme embrulho verde com bolinhas roxas. “Trouxe chá de uvas verdes também, minha cara.” Florence sorriu de modo significativo, pois Fitz tinha lembrado de sua predileção por chá de uvas verdes. “Não creio, meu caro Fitz. Fizeste esse imenso sacrifício por mim? Que gentil! Coloque-o junto aos outros bules, e brindemos a essa maravilhosa ocasião.” A raiva de Florence pelo atraso já tinha se esvaído, e ela estava feliz por Fitz estar ali. Anne continuava encarando seus sapatos tão bem lustrados, mesmo depois de sentada na mesa de chá. Florence não sabia o quanto uma menina podia ser recatada, portanto, continuou como se Anne não estivesse assim. “Meu querido Fitz, sente-se, sente-se. Estas semanas, estiveve pensando em chamar Red para tomar o chá conosco. Mas nesses dias tão curtos, nem lembrei-me. Creio que terei que ligar para ele e pedir minhas sinceras desculpas, sabe como Red é. Escandalosa e violenta. Gostaria de poder adiar isso o máximo possivel. Três ou duas semanas.” Ela sorriu amavelmente para Fitz, e olhou para Anne com olhos de gavião. “Red, é, de fato, violenta e escandalosa. Mas acho que ela talvez tenha razão dessa vez, cara amiga. Fazem duas semanas que não a chamamos para o chá. Talvez ela apareça hoje para reclamar, sabe como é. A chamavamos toda a semana, mas ela só vem uma vez por mês. Sente-se importante como uma rainha, recusando convites a torto e a direito. Algum dia, todos vão se encher de sua arrogância e simplesmente parar de convida-la. Acharei bem feito, se me permite o comentário.” Ele olhou para o relógio. “Acho que o nosso caro Snick virá para o chá. Atrasado, como sempre. Acho que ele brigou com o tempo de novo, se é que me entende. E, se me permite, não falemos mal de Red na frente dele, já que são noivos. Seria muito impolido de nossa parte. E uma coisa que jamais irei entender é como esses dois se acharam um no outro.” E ele comeu um pedaço de bolo de cereja. “Sabe, eu também não, meu caro Fitz. Ele é tão amável e gentil, sempre querendo agarrar o mundo com suas mãos. E ela, é uma desleixada, e raivosa. De pavio tão curto. Ele sempre tão paciente. Talvez seja meramente físico, oque eles tem.” Ela lançou um olhar desejoso para a geleia, e lambuzou a faca da mesma, passando em uma torrada. “O que está querendo dizer com físico, Florence?” Ele conteve uma ou duas risadinhas, e serviu-se de outro pedaço de bolo. “Ora, quero dizer que ela é bonita, e ele também. E ouvi dizer que ele e ela se dão muito bem no quarto.” Ela não teve a polidez de conter as risadinhas, como Fitz, e gargalhou. Anne olhava com um leve toque de curiosidade as rendas da saia de Florence. Florence ignorou, e Fitz continuou: “De fato, também ouvi isso. Acho bastante provavel que esse seja o único comodo no qual os dois se entendem. Sempre ouço discussões altissimas vindo da cozinha.” Fitz era vizinho de Snick e Red. Eles iam se casar em outubro, por alguma insistência estúpida de Red. (CONTINUA TAM TAM TAM TAM)