domingo, 24 de outubro de 2010

Pesar.

Gotas grossas manchavam o carpete. Gotas pretas no carpete cinza. Gotas pretas em uma vida cinza. Cinza como o céu, e negra como a previsão que fazia de si. As gotas formavam poças. As poças cresciam com uma velocidade anormal. E a cada gota, algo ia embora. E ia indo, tudo ia se resvalando sem o menor pudor. Tentava segurar a enchente, a grande enchente de poças negras como seu coração. E ele batia. Batia forte contra o peito, mas ela não agüentaria que ele pulasse pra fora. Tinha saído da gaiola vagarosamente, sem que notassem ou apontassem de uma maneira acusatória. Mas fora de lá era frio, e de um frio rascante, pereceu. Pereceu sem querer, e rápido, por que nesse mundo se tem pressa. Mesmo que quisesse aproveitar o momento, já se fora, e como ele mesmo, jamais voltaria. Muito menos da mesma maneira. E com essa bravura breve, mostrou o quanto era sozinho e o quanto era cheio de pesares. Pesares demais pra alguém sustentar, pesares demais para um pobre enjaulado, um pobre animal esquecido.De coisas tolas como o amor, a coisas profundas como a dor, sempre tinha aquela linha tênue que era sua responsabilidade. Uma responsabilidade pesada demais, mas realmente tão pesada que o fazia andar curvado. E essa curvatura proposital mas não exatamente proporcional gerou um estorvo. E esse estorvo pesava. Pesava tanto que ele não sabia como se sentia antes disso. E não sentia mais nada direito no geral. Estava tudo jogado de qualquer maneira em uma caixa esquecida no fundo de um baú antigo e empoeirado, intitulado de perigoso. Perigoso como as gotas que não paravam de jorrar. Perigoso como sentir, como amar. Amar. Era o estorvo mais pesado. Ocupava mais espaço na caixa. Naquela pequena caixa, estufada até o topo com coisas mesquinhas e mundanas como o amor. E no ostracismo dessas emoções, escondia-se coisas próprias e impróprias, alguns impropérios e algumas palavras fortes, coisas acorrentadas de modo a nunca se soltarem ou assolarem a si mesmas, de modo a guardarem essa dança viciante, esse ciclo doloroso, essa decepção constante para si. Mas, de algum modo, crescia e nutria algo de fato grande. Algo que não tinha medo de gritar, não tinha medo do ridículo, não tinha medo de ser, de crescer, expandir e espalhar. E pelo ralo corria, corria, corria. Até, que finalmente, o sofrimento acabou. Acabou-se a dor, o choro, as manchas no carpete, o liquido negro que escorria de seu peito. Tudo cessou da maneira mais inesperada, e dessa maneira inusitada, calou. Calou pra sempre ou momentaneamente, mas calou. Calou de forma insegura, que balançava com o menor dos ventos e com a menor das expectativas. A dor acabou. Mas morreu. Morreu, e não pretende voltar jamais. A completa falta de sentimentos lhe acolhe e arrasta para a escuridão, onde finalmente é seguro. Morreu.

Hug Me

Todas as pessoas olhavam bestificadas. As luzes, a dança, as pessoas e os sorrisos. Todos realmente felizes e satisfeitos. Ela olhava de uma forma diferente. Não menos feliz, mas de certa forma, diferente.Estava surpresa consigo mesma. Queria estar ali, mas queria que mais alguém estivesse ali com ela. Achava realmente bonito tudo aquilo, mas de algum modo, sentia como se algo estivesse longe, perdido ou só distante. Queria saber o que era. Provavelmente, não saber o que diabos a incomodava era o verdadeiro incômodo. Em dado momento, pensou que só tinha guardado algo ra si ou para alguém, alguém que não sabia quem era. Ou preferia não saber quem era. Em uma fração de segundo, sentiu algo perto dela. Um araço. O alguém e o ninguém ao mesmo tempo. Agora o vazio se esvaia, resvalando por um ralo aberto.E se prencheu aos poucos com algo proibido, algo indesejado. E foi levada pra isso. Droga.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

I Wanna Hold Your Hand

“And when I touch you I’ll feel happy inside, it’s such a feeling that my love, I can’t hide. (…) I wanna hold your hand.”

Corpos se entremeavam em um pequeno cemitério. Ela andava na frente, com um negro vestido, e tão negro quanto o vestido, o véu. Sua fisionomia era séria, como a de quem perdeu alguém. O que, de fato, era verdade. Andava com passinhos curtos todo o fúnebre trajeto. Ela e cem mais pessoas, todas com a mesma sensação de perda, uma sensação nada agradável. Chorava em pequenos soluços, não queria alardear sua dor, que vinha de dentro, que vinha pra si, como ele veio pra ela, de forma sorrateira, quase imperceptível, mas intensa, e forte, como um rasgo, um rompimento na artéria aorta, algo difícil, quase impossível de consertar. Coisas quebradas involuntariamente, sombras esquisitas. Pesadelos que a circundavam de uma forma puramente melancólica, como seu estado de espírito. É verdade que ela não queria nada além dele. Queria a companhia eterna, mesmo que eterno por alguns segundos. Queria escutar mais uma vez a voz dele dizendo que tudo ia ficar bem. Queria segurar sua mão. E é essa a verdade sobre a maioria das mulheres. Elas só querem segurar a sua mão.

Don't Let Me Go

"Where were you, when all I needed was a call?"

Estava deitado no chão. Uma garrafa praticamente vazia de rum ao seu lado. Uma música perturbadoramente melancólica tocando em alto e bom som. Ela abriu e se deparou com a figura de seu namorado estatelada no chão. Ele estava balbuciando algumas palavras quase ininteligiveis. "Onde você estava quando tudo que eu precisava era de uma ligação?" Essas palavras atingiram ela como um trem. Ela estava perambulando por alguma ruela qualquer a procura de alguma coisa realmente nada importante, depois da briga quase que apoteótica que eles tiveram naquele dia mais cedo. Algo sobre o fato de que ela não estava nem um pouco afim de continuar aguentando algumas coisas estúpidas que ele fazia, e de ele mandando ela ir se foder. Foi aí que ela saiu correndo e bateu a porta atrás de si, chorando. Estava magoada demais. Os dois estavam. Tinham que cortar toda aquela porcaria. E ela saiu correndo por essas ruas aleatórias a procura de respostas. Ele ficou em casa, bebendo rum e escutaqndo músicas melancólicas. Quando ela chegou, algumas horas depois, encontrou essa cena. Então, resolveu. Dali a dois dias iria embora. E os dois dias se arrastaram. Ela passou os dias fora, e as noites também. Ele passou os dias sem uma percepção realmente boa das coisas, e sem saber exatamente o que fazer. Ela clamava dentro de si pra ele não deixá-la ir. Não queria ir. Mas o orgulho a impedia de ficar. O dia chegou. Era uma noite realmente chuvosa de outubro, mas ela decidiu continuar. Enfiou tudo no porta-malas, e começou a ir. O pneu furou. Ela foi sair do carro pra tentar trocar o pneu, e encontrou alguém.
"O que diabos você está fazendo aqui?" ela disse, querendo dizer com todas as fibras de si que não a deixasse ir pra Michigan.
"Esperando você."
"Ah, é? Agora você me espera?"
"Eu sempre te esperei, e sempre vou esperar."
"Você é um babaca, sabia?"
"Eu sei disso. Minha mãe sabe disso, só você não sabia disso"
"Que seja. Vou chamar um táxi"
"Você pode deitar aqui na chuva comigo e não ir pra Michigan"
"É, e eu também posso comer cacos de vidro, mas adivinha só: Eu não vou"
"Vamos lá, eu sei que você quer"
"O caralho que eu quero. Pode sentar sozinho. Aproveita e fica por aí."
"Ok, então."
Ela telefonou pra um táxi, que chegaria em vinte minutos.
"Tem certeza que não vai sentar comigo?"
"Tenho, babaca."
Então, subitamente, ele a derrubou no chão.
"Porra, vai se foder. Qual o seu problema, afinal?"
"Você. Você é a raiz de todos os meus problemas, e ao mesmo tempo, a solução. Irônico, não?"
"Agora eu estou suja de lama"
Ele gargalhou e ela ficou levemente corada, algo praticamente imperceptivel através dos grossos pingos de chuva que caiam cada vez mais ritmadamente.
Ela o encarou, com um misto de raiva e tristeza. E chorou. Outra coisa que geralmente ficaria imperceptivel em uma noite chuvosa. Mas não pra ele.
"Não chore. Não vá. Fique."
"Eu... Não posso"
"Fique."
"Mas..."
"Fique."
E ela ficou. Ficou por mais tempo do que imaginaria. Ficou pra beijos e abraços, tormentas e amassos, brigas e risadas, e ficou feliz por ter ficado.

Amor é... Amor.

"If you love me, won't you le me know?"

Amava. Amava até com pronome obliquo em começo de frase.Amava com letra minúscula. Amava em tiops. Amava como nunca amou. Amava como nunca fora amado, mas com a intensidade de quando fora partido. E como quando fora partido, doía. Sangrava e manchava os pulmões de vermelho. Escorria pelos orgãos, pintando tudo com o escárnio e deixando uma cicatriz pegajosa e infima, mas que aria como o inferno. Naquela tarde pincelada pelos raios dourados do sol de final de verão ele podia sentir o sangue fervilhando e cozinhando ao som das suas próprias lamúrias molhadas. Sentia como se estivesse a alguns metros do sol. Queimando cheio de algo misterioso que se desfazia em águas revoltas e em essências esquecidas. Na sua própria essência esquecida. Apertava o ferimento, e sangrava mais, pingando na superficie amarelada do sol. E o ferimento se rompeu, trazendo a tona seu coração. O coração, o qual, tão cheio de remendos dava pena. Dava pena dele, e pena de quem ele estava sendo pra ela. Era um pouco tarde demais. Enterrou seu salto no pobre coração. Tarde demais.

Hold Me Tight.

"So hold me through the night, you'll be unawere, if you need me, I'll be there."

O colchão estava molhado. O gato miava, completamente alheio ao pequeno embrulho no colchão. Um coração pulsava, quente como novo. Pulsava pequeninho. E o outro pulsava grande, bem ao seu lado. Mas variava. Ficava na dele, batendo cada vez mais devagar. Batia e parava. Tum. Silêncio. Tum. Silêncio. Tum. Silêncio. Ambos batiam em harmonia, as vezes mais baixo, as vezes mais alto. Esse coro as vezes se misturava e se perdia nas buzinas do trafego agitado das manhãs barulhentas de Manhattan. Perdia-se com as almas corrompidas de policiais e bandidos, mendigos e hérois, deixados no limbo ou esquecidos aos sol para queimarem. Esses dois corações pulsantes temem e sofrem, esperando acordar ou jamais fazê-lo, e perseguem esse objetivo cegamente, com medo de desistir de si e deixar-se pra trás.

Would You Be Mine?

"Well it's a big, big city and it's always the same, can never be too pretty, tell me you name. Is it out of line, if I were simply bold and say would you be mine?

Mãos. O esmalte vermelho-fosco dela se destacava nas costas da mão esquerda dele. Pés. Andavam de modo quase que automático, quase que sincronizado. Batiam no asfalto com leves estalidos tímidos. O sol anunciava que o fim de tarde estava chegando O vento batia nos cabelos dela, assanhando a franja. Ele olhava para os pés, como de costume. Ela olhava pra ele. O barulho dos carros, motos, pessoas e vidas enchiam o ar. Ele parou pra amarrar os sapatos. Ela encarou o horizonte. Imaginava coisas. Coisas que a apraziam, de certo modo. Desejos. Ela a abraçou e tomou-a pela cintura. Andaram assim por alguns minutos. Ele sentou-se no meio fio e olhou os carros passarem. Ela gostaria de ter feito o mesmo. Ao invés de fazê-lo, ficou em pé, encarando os negros cabelos dele. Sentia o coração ribombar fortemente contra o peito. Tudo que ela queria era perguntar se ele seria dela, e só dela pra sempre, ou pelo menos enquanto o pra sempre durasse. Não tinha coragem. Se perguntava se algum dia teria. Ele havia se tornado frio e bastante distante nos últimos dias. Faltava algo entre eles, algo que já havia existido, mas que tinha escapado das mãos abertas deles, algo que não mudou, mas que de certa forma se metamorfoseou, se transformou, e que, em tão pouco tempo, foi embora do mesmo modo que chegou.

Oh My

"I'm not pretty, isn't it a pitty?"

O céu encheu-se de estrelas demasiadamente grandes para ocuparem somente os lugares que lhes foram designados. Em baixo, no cais, com os pés na água, um corpo deita-se e observa as estrelas. Procurando algumas respostas nelas, por mais esparsas ou deliberadas que fossem, ainda seriam respostas. Em algum tempo amanheceria, e do que ela mais sentiria falta era da forma que ele lhe cumprimentava todo dia. A lua estava cheia de um modo que parecia pronta a irromper em algo decididamente novo. Bom ou ruim de fato era indefinido, mas realmente novo.

"You love me but you don't know who I am"
He said. I told him to shuvle it into his fucking ass.

Ninguém Veio.

O jantar está frio e ninguém veio. É engraçado como as pessoas andam sozinhas quase sempre e se mostram tão dependentes de alguém. O conceito de depêndencia também é engraçado. Assim como muitos conceitos. O de amor, de dor, ardor, vida e coisa e tal. O amor dói, mas doa o que doer, é muito pior viver sem ele. É como uma grande ferida aberta que nunca se fecha. A dor, tão cruel, complementa o amor. Amor dolorido, as vezes sem um porquê, as vezes sem rumo e sem os pés no chão. A dor coloca os pés dele no chão, na verdade, nas brasas. E queima. E acaba provocando o ardor. Talvez por alguns segundos, talvez por mais. Escondido por trás da ferida ou do esparadrapo, geralmente atrás do pudor. A vida descansa na cama, deixando-se levar. Espera que alguém a acorde e está pronta pra despertar. E tem a coisa e tal, que acaba sendo a mesma coisa que o tal e coisa. O jantar estava frio, e ninguém o comeu. Ficou a noite lá, pairando no ar, como palavras não ditas, pedras não atiradas e vidas imaculadas. Quando finalmente foi jogado fora, levou junto a ferida, a cama, as brasas e o esparadrapo, deixando algo insólito demais pra continuar pairando.

Leave Me A-L-O-N-E

Estando em posição de pedir, deixe-me em paz. Por que te deixar em paz? Porque a minha paz de espirito não tem preço, senhor. Não quero comprá-la, só quero entender o que te leva a essa decisão. Amor, meu senhor. E amor mata? Mata sim senhor, falta dele. Minha querida, não te jogas, que pra tudo nesse mundo tem solução. E você não te metes, querido, que por tua culpa me jogo. Nunca pedi a ti pra fazê-lo. Nunca precisou. Mas o que passa contigo para tão drástica decisão, querida? O fato é que acabou, e acabando, meu coração partiu, e não há esparadrapo que cole. Não pule. Não insista em pedir-me tal coisa. Amor. Me ame. Não dá. Adeus.

Eu Não Gosto De Ninguém

“Mesmo que eu pudesse controlar a minha raiva, mesmo que eu quisesse conviver com a minha dor, nada sairia do lugar que já estava, não seria nada diferente do que sou”
Caiu no chão. Tudo estava girando.Tentaram ampara-la. “Eu não gosto de ninguém. Então, solte-me.” Ela dizia, e se levantava sozinha. Depois de quinze shots de tequila, era normal cair. Mas não era isso que a corroia. Não, não. Coisa muito menos finda, muito menos longe da realidade do que o álcool. Caiu do barco. Na verdade não caiu, mas deixou cair, e foi como se a sua alma caísse e ficasse por lá, molhada e perdida na imensidão azul do mar. Na verdade, foi pior do que deixar cair. Empurrou. Quis deixar cair, em um rompante insano de fúria, deixou e por alguns instantes nublados não sentiu culpa. E essa ausência de culpa, de poder e pudor a deixou desamparada como nunca ficara. Eles sangraram. Ela estava penando agora por isso. Eles sentiram por uns instantes, mas ela iria sentir a vida toda. Não conseguia entender por que a afetava tanto. Eram apenas quase desconhecidos em um barco, como muitos outros que ela empurrou de várias maneiras e lugares diferentes. Mas tinha algo de esquisito e especial na face deles, algo bizarramente tenebroso que a fez gemer por dentro, e quase perder o prazer que toda aquela carnificina lhe provocava. Um prazer extremamente pessoal e doentio. Não gostava de ninguém, e ninguém nunca gostou dela, desde os tempos mais remotos, onde tudo era mais uma questão de repulsa e opinião até agora que seus delírios apontavam para algo maior. Estava absolutamente perdida. Remorso. Que sensação estranha. Seria a primeira e última vez. Jamais iria se permitir abrir daquele modo. E pra isso, teria que empurrar a si mesma, e não de modo metafórico. Teria que parecer algo que não fora planejado. E assim, acabou.

Ode To Joy

Alegria. Que coisa incerta. Simplesmente incerta. Insípida. Incolor. Inexplicável. Irrecuperável. Inestimável. Eu poderia achar muitos adjetivos com "I" para a palavra "alegria", mas não é exatamente sobre isso que eu quero falar nesse post. Eu quero falar da alegria de uma lágrima. Da alegria clandestina. Da alegria que você não sabe que sente ou faz alguém sentir. Quero falar de mim e de vocês (se é que alguém está lendo meu post). Algo que vem mais de dentro pra fora do que de fora pra dentro. Alegria. Sete letras. Com um significado tão grande. Felicidade. Proporcionar isso a alguém esquenta você por dentro. Não como auto-imolação, mas como se uma pequena chama estivesse cozinhando lá dentro. Isso pode até ser clichê. Mas sendo clichê ou não, foda-se. Eu estou sentindo algo como isso agora. Algo que me faz sentir viva. Que me dá vontade de sair correndo e gritar pra todo mundo escutar. Eu faço alguém feliz. Eu tenho essa capacidade, quase que uma dádiva. Eu faço alguém feliz. Mais do que alguém. Faço algumas pessoas felizes. E recementemente descobri que faço uma quase-desconhecida feliz. E isso me deixa inesperadamente feliz. Feliz como se eu não tivesse nada a perder. Feliz como se um raio de 500 voltz estivesse percorrendo o meu corpo. É como eletricidade. Um sentimento muito novo pra mim. Na verdade, eu o sinto fazem duas semanas, aproximadamente. Culpa de um cara. Mas agora, a intensidade disso cresceu. Eu faço alguém feliz. Alguém me faz feliz. A eletricidade ainda me percorre. Alegria. Felicidade. Gosto de me sentir assim. Vou fazer o possível para que nunca mude. Paixão. Voracidade. Joy.

Twelve Of July

Então, esse dia é realmente um dia esquisito. Um dia que você não sabe exatamente o que fazer, ou como agir. A maioria das pessoas nem tem com quem comemorar essa data. Tem amigos, parentes. Mas não tem o que o dia propõe, que é um namorado. Alguns se sentem rejeitados por não terem um namorado. Outros não ligam. E outros mandam tudo pra o inferno e saiem com os amigos pra ver filmes de terror. O fato é que o dia dos namorados não passa de puro maketing. Assim como várias datas comemorativas. Como é que um golpe de marketing afeta tanto as pessoas assim? Simples. A solidão desse dia. O que representa estar sozinho em um dia criado para se celebrar o amor ou paixão de duas pessoas, sejam elas do sexo oposto ou não. Sejam gays, bisexuais, ou héteros, ninguém quer estar sozinho nesse dia. Quer estar com quem se ama. Segurando mãos. Dando beijos e abraços. Entregando presentes. Aproveitando a companhia. Vivendo os momentos. E todos preferem estar com alguém especial, alguém que vá fazer esse dia ficar especial. Sejam eles amigos, namorados, ficantes, ou até seu cachorro. Confesso que eu gostaria de passar o Dia Dos Namorados com o meu ficante. Mas ele terá que viajar. Eu respeitarei isso. Não sou de fazer escândalo. Desde que depois eu possa estar junto dele, sentindo o cheiro dele, acho que tudo ficará bem. Estar sozinha nesse dia não é nada demais. Significa que você AINDA não arranjou alguém pra aproveitar. Estamos todos fadados a encontrar esse alguém. Ou talvez não. Não sei. Não sei de mais nada. Na verdade, não estou me aguentando. Feliz Dia dos Namorados, queridos. Boa sorte.

Liberdade

Então, rececentemente tivemos essas discussões na aula de português sobre esses tópicos aleatórios. E um tópico escolhido foi a liberdade. Pra mim, liberdade é muita coisa.
Libertinagem. Ausência de autoridades. Ausência dos pais. Sexo. Drogas. Rock 'n' Roll. Fazer o que você quiser fazer quando você quiser fazer. Ouvir música alta. Se libertar. Sair do cotidiano. Passar a perna no sistema. Mandar essa merda se foder. Pintar o cabelo. Pular a janela. Pular a cerca. Comer no quarto. Usar o computador escondido. Matar aula. Burlar as regras. Pular. Dançar na chuva. Usar sapatos coloridos na escola. Dormir até tarde. Se acabar em uma festa. Sair de casa. Ligar pra alguém. Tomar coca-cola. Andar de ônibus. Tomar sorvete com chuva. Se beijar na frente de muita gente. Escapar de si mesmo. Andar no meio-fio. Dirigir. Comprar bebida. Beber. Ir a festas. Usar emoticons. Comer chocolate. Beber wisk com coca-cola. Ouvir Beatles. Aumentar o som até os seus vizinhos reclamarem. Andar de skate, bicicleta, patins, patinete, ou correr. Sentir o vento nos cabelos. Amar. Não amar. Se contrariar. Dominar a situação. Não dominar. Deitar na grama. Rolar no chão. Tomar banho de piscina. Mergulhar de cabeça no mar. Sentar na areia. Dormir na aula. Roer as unhas. Printar coisas no MSN. Escrever. Sorrir. Fazer alguém sorrir. Olhar o sol se pôr. Sair com os amigos. Pintar a parede. Redecorar seu quarto. Ler antes de dormir. Dormir de luz acesa. Ver TV. Assistir a copa com os amigos. Jogar Banco Imobiliário. Comer pão-de-queijo enquanto vê a chuva cair. Ver a chuva cair e o sol surgir. Ir ao médico. Compor. Testar sua paciência. Xingar bandas coloridinhas. Perder no poker. Fazer criancices. Crescer. Namorar. Ficar. Virar a noite. Se sentir uma criança. Dormir fora. Fazer festas do pijama. Brincar de barbie. Fazer vídeos. Tirar fotos. Ser feliz. Liberdade. Ar fresco.

domingo, 10 de outubro de 2010

Desculpa

Então, desculpa, gente.
Ainda estou sem computador pra postar, apesar de ter milhares de textos pra postar aqui. Quando puder, posto.
Beijos, pra quem quer que me leia, se é que alguém me lê.