terça-feira, 12 de outubro de 2010

Amor é... Amor.

"If you love me, won't you le me know?"

Amava. Amava até com pronome obliquo em começo de frase.Amava com letra minúscula. Amava em tiops. Amava como nunca amou. Amava como nunca fora amado, mas com a intensidade de quando fora partido. E como quando fora partido, doía. Sangrava e manchava os pulmões de vermelho. Escorria pelos orgãos, pintando tudo com o escárnio e deixando uma cicatriz pegajosa e infima, mas que aria como o inferno. Naquela tarde pincelada pelos raios dourados do sol de final de verão ele podia sentir o sangue fervilhando e cozinhando ao som das suas próprias lamúrias molhadas. Sentia como se estivesse a alguns metros do sol. Queimando cheio de algo misterioso que se desfazia em águas revoltas e em essências esquecidas. Na sua própria essência esquecida. Apertava o ferimento, e sangrava mais, pingando na superficie amarelada do sol. E o ferimento se rompeu, trazendo a tona seu coração. O coração, o qual, tão cheio de remendos dava pena. Dava pena dele, e pena de quem ele estava sendo pra ela. Era um pouco tarde demais. Enterrou seu salto no pobre coração. Tarde demais.

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