segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Pelados Em Pipa

Abrindo de uma forma sensacional: Vodka. Vodka. Orgasmo. Caipirinha. TGVA. Capeta. Texas Tier. Tequila. Um, dois, três. Beijos. Muitos beijos. Dançando. Vários jovens, corpos entremeados, dançando. Recapitulando: todos vestidos. Cada uma arranjada da forma que podia, e com quem podia. Opa, um selinho. Dois. Três. Tequila. Acho que já estamos todos bêbados. Você me segura se eu cair? Vamos voltar pra casa, tô tonta. E o strip poker? Não vai dar? Poxa, que vacilo. Você tá bem? Não acredito que você pegou esse boe! Cochilo. Praia? Claro, vamos. Banho demorado. Preciso dormir. Bom dia, gente. Agora o strip poker?
"Tira esse celular do meu rabo!"
"Eu não"
"Hm, sua vez de tirar a blusa"
"Se eu vou ter que tirar, então vou beber."
Depois de aberta a garrafa de vodka, todo mundo se viu em posição semelhante. Todos pelados. Pelados em Pipa. Melhor que pelados em santos. Ressaca, pouca roupa e intimidade. Intimidade era isso. Pegar nos peitos da amiga sem pudor, só por que eles "tem uma energia legal". E nomeá-los.
"Não coloquem a roupa agora! Vamos fazer alguma coisa legal."
"Boe, o que você quer fazer? Uma suruba?" E todos riram. A verdade é que explorar o corpo do outro estava bom. Não precisava de suruba. Seminus, foram de encontro àqueles vestidos. E riram. Sempre estavam rindo, seja da menina que queria ficar um dia dentro de uma bolha, seja das paródias engraçadas e curtas de músicas pop coreanas. A grande verdade é que as bebedeiras eternas, os problemas momentâneos, o dividir da intimidade os uniu. Não se importava de ficar pelada. Estava curtindo a vibe, a ressaca, a insônia. Uma dose de vodka? Duas. Três. Uma tequila. Duas tequilas. Três tequilas. Quatros tequhsudhlas. Cinco teoisdjdsh. Seis kjsdjfhsd. E com todo esse amor, a saudade bate. As meninas fofocam, se apoiam, se amam.
É, acho que não quero me afastar de vocês. Posso não me afastar?

(ficou UMA MERDA, odiei, mas depois faço outro, seus lindos)

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