sábado, 16 de abril de 2011

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Positivo. Sim. Não. Azar. Por que com ele? Por que com ela? Quinze anos. Quase uma criança. O que fazer? Como se portar? A quem contar? Eu não acredito. Por quê? E nem dá pra mandar um foda-se dessa vez. "E o que a gente vai fazer?" Não sei, não sei, não me exija respostas, não agora. "Dá pra ser feliz assim? Ou você acha que a nossa vida vai ser só um poço fundo de tristeza, quem nem a dos seus pais?" Ele abanou a cabeça.
Eu não soube dizer se era um sinal positivo ou negativo. Coloquei-me a chorar, sabendo bem porquê, mas sem querer pensar. Olhei para baixo, para a barriga ainda não proeminente. Nossos olhares se chocaram. Olhares de profundo medo. Aquele medo que acomete quando não sabes o que fazer, aqueles espinhos que lhe impossibilitaram decidir. Futuro incerto. Quer ficassem com ela, quer não, será que algum dia seriam felizes?

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