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Descritivo, Pouco Argumentativo, Aumentativo, Porém, Com Amor

Branca, com grandes janelas de vidro e pé direito alto. Janelas que eram quase do tamanho de portas. Jardim frontal, com grandes margaridas e vasos enormes com rosas vermelhas. Havia um portão igualmente branco, que separava a casa de pé direito alto da rua. Porta adentro, um grande hall de entrada, com alguns quadros pintados por ele e emoldurados belamente, e um par de poltronas de chemise vermelho sangue. Ao entrar na sala, não havia televisão. Havia um armário, que pelos moradores da casa, era conhecido por ser um armário de jogos de tabuleiro. Desde banco imobiliário, até baralhos. Era onde a família se reunia pra jogar, todas as noites. Haviam duas poltronas e um sofá igualmente vermelhos, e uma mesinha de centro de madeira escura. No canto da sala, havia uma janela muito grande, e uma estante, lotada de livros. Uma das muitas que ocupavam os cômodos da casa. Na janela, um parapeito estofado para sentar e ler. A filha mais nova do casal sentava lá por horas e folheava livros lotados de ilustrações e histórias infantis fantásticas. O cômodo era largamente iluminado, por janelões que adornavam a sala. De adorno, vasinhos de plantas e mais quadros pintados pelo marido. Havia uma porta, que ligava a sala ao pequeno lavabo, para visitas. Ao lado da sala, uma sala de jantar. Com uma mesa com espaço para dez pessoas, feita de madeira escura. Dez cadeiras estofadas de marrom. Paredes cor de creme. Atrás da cabeceira, um aparador de pratos e um pequeno armário para louças especiais. Do lado do aparador, uma porta que levava até a cozinha. Na cozinha, uma pequena mesa para as refeições diárias. Uma mesa de vidro, com cinco cadeiras de acrílico preto. Os habituais fogão (alumínio), geladeira (alumínio), pia (bancada de mármore negro), filtro e armários (pretos, com puxadores metálicos). De volta pra sala, há um corredor, atrás do sofá de três lugares, com quatro outras portas. Duas do lado direito, uma do lado esquerdo e uma no final do corredor, porta dupla, de vidro, que levava até a varanda. Na primeira porta, ao abrir-se, dava direto pra um quarto de criança. Havia um baú grande de madeira crua, uma mesa de desenho feita da mesma madeira, uma cadeira baixa, para crianças. Acima da mesa, uma janela grande, que dava para o jardim. Do lado da mesa, encostada na parede, havia uma cama de solteiro, com um lençol da Bela (de A Bela e A Fera). Na outra parede, vários desenhos dela, todos emoldurados. Também havia uma estante, cheia de livros, e uma poltrona azul marinho (pra combinar com a parede e com os inúmeros lençóis temáticos de seus filmes favoritos). Havia, ainda, um armário branco, lotado de roupas e fantasias de criança. Também dispunha de um banheiro, com uma bancada que quase explodia de produtos com variadas formas, brinquedos, e desenhos no espelho. Era o quarto da caçula. Na outra porta, ao lado da primeira, havia uma cama de solteiro, uma estante, uma poltrona (porém preta), uma escrivaninha de mogno, com uma cadeira preta e um laptop preto. Havia uma porta que levava a um banheiro simples, lotado de cuecas largadas no chão. A parede era preta, e tinha uma janela que também dava pra o jardim. Na cama, alguns cadernos e livros jogados, provavelmente do estudo enfadonho que o filho mais velho estava fazendo para sua prova de biologia. O armário, tão preto quanto o resto. Estava naquela fase rebelde. Na terceira porta, que se opunha às duas outras, estava o quarto dos pais. Neste, tinha a única parede colorida da casa (verde clara, em homenagem à cor favorita do pai). No centro do quarto, uma cama de casal. Em um dos cantos, perto da janela, uma escrivaninha de madeira clara, com uma cadeira giratória de madeira estofada marrom clara. Tinha, como todos os outros quartos, uma estante cheia de livros, dos mais variados temas. Também tinha uma poltrona marrom, ao lado da estante. De cada lado da cama, havia uma pequena mesa de canto com luminárias. Acima da cama, um desenho feito pelo pai, quando era adolescente. Um desenho da mãe, proveniente do tempo em que ainda eram namorados. Perto da escrivaninha, uma porta, que levava ao closet. E do outro lado da escrivaninha, outra porta, que levava ao banheiro. Dos muitos atributos do banheiro, este possuía uma janela (daquele tipo que só dá pra ver o exterior, mas nunca o interior do banheiro), uma grande bancada de mármore lotados de produtos de beleza da esposa, uma banheira grande o suficiente para os amantes (pais também são amantes), e um espelho que tomava uma parede quase inteira, acima da bancada de mármore. No closet, nada demais, além de roupas e sapatos. Na última porta, que dava pra o jardim, dava pra ver uma piscina enorme e cercada (pra evitar acidentes), uma churrasqueira de tijolos, uma mesa pra os churrascos, e grama. No fundo do quintal, uma pequena horta cultivada pelo marido, que gostava de ter vegetais e temperos frescos pra cozinhar. Fora isso, havia um lindo golden retriever deitado perto da churrasqueira, de barriga pra cima. Além do Golden (de nome Lady), havia um Pug (Hipster) e um Labrador (recém adquirido, nome ainda por decidir), é, vivia-se a vida dos sonhos.
Vivia-se a vida que eles sonharam, desde sempre. Sonhos tornam-se realidade, eles sempre diziam. E tornam-se mesmo. Amo descrever pra você todas as nossas conquistas. Muitas saudades e pra sempre seu,
J.

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