Pular para o conteúdo principal

Dez Coisas Que Eu Odeio Em Você



As minhas dez coisas que eu odeio em você
Eu odeio quando você me encara
Eu odeio quando você acha que tem razão mas na verdade não tem
Eu odeio seu casaco idiota de couro
Eu odeio quando você usa aquelas suas blusas xadrez
Eu odeio muito seja lá quem ela for
Eu odeio como você faz com que eu me sinta
Eu odeio como você me convence a fazer alguma coisa
Odeio o modo como você corta seu cabelo
Odeio seu perfume
Odeio todas as músicas que você me mostrou.
E a décima primeira coisa que eu odeio é em mim, não em você.
Odeio como eu não consigo odiar de verdade nenhuma dessas coisas, nem um pouquinho.
(inspirado no filme 10 Things I Hate About You)

Comentários

  1. Odeio o modo como me olha quando estou a pensar.
    odeio quando me liga dizendo que vem e me deixa a te esperar.
    odeio tudo que fala e odeio ainda mais quando vem a se calar.
    odeio quando me deixa com dúvidas no ar.
    odeio tudo isso que chego a te amar.
    odeio o calor da sua pele que insiste em me tocar.
    odeio o seu cheiro, sua voz, seu sorriso e seu olhar.
    odeio ainda mais o gosto da tua boca que a minha não quer deixar.
    e odeio o fato de que contigo agora é que eu quero estar.
    odeio sua presença em minha mente onde quer que eu vá.
    odeio não conseguir te esquecer.
    odeio o fato de em todos os rostos, na multidão, apenas o seu eu procurar.
    odeio quando diz que me adora e do nada vai embora.
    odeio como me ilude e como faz eu me machucar.
    odeio você.
    e odeio te odiar.
    odeio como te amo.
    odeio como te quero.
    odeio como me sinto.
    odeio, mais amo.
    e amo porque odeio.
    não importa a confusão.
    pois tudo na vida é passageiro

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Eu Vejo Tudo Enquadrado

 agonia sem nome no peito. coisas que não sabia nome, sabia sentir o sentido dos sentimentos. jorrava sentimentos esparsos e cansados, temerosos. talvez ressentia ter que ficar enjaulada dentro de várias coisa e dentre elas a doença. a cabeça pesava. de peito aberto pra sentimentos que ela arreganhou porteira, pra aquela agonia inominável.  temia que agora que mostrara o pior de si, aquilo assustasse. que estivesse chacoalhando demais o peixe no saquinho, apertando demais o passarinho na mão, até que ele desse o suspiro final. tinha medo de sentir aquela dor outra vez. mesmo sabendo inevitável e que o pra sempre é fantasia de fábula que nos contam na infância.  se mostrava inteira, mas nem sempre o que tinha pra mostrar tinha o glamour do mistério. as vezes, e muitas vezes, era só ela, desnuda, confusa e cansada no fim de mais um dia cheio de pensamentos ansiosos e paranoicos brincando de pingue pongue na cabeça. o desnudar-se deixava ela insegura que estivesse entregando...

As Deep As The Pacific Ocean

O ano de dois mil e vinte e dois começou com sabor de picolé caseiro de acerola.  Ultimamente, começou a sentir como se fosse primeira vez e também replay os sabores que a existência lhe podia proporcionar. Tudo tinha cheiro e gosto e um brilho diferente de vida. Podia sentir a mudança circulando em si, e nunca jamais pensou que poderia estar ali. Se a Bianca que foi aos quinze anos pudesse saber, sentir, e prever que não ia precisar e nem querer mais se esconder dentro de si, em recôncavo profundo e escuro, talvez ela não tivesse que ter reaprendido tudo sobre si antes de entender quem ela realmente era.  Nos últimos meses os pesos da existência estavam sendo retirados das suas costas cansadas e marcadas de dor. Nos últimos meses ela estava sendo apresentada a uma nova versão dela mesma. A uma versão que não sente gosto de sangue na boca quando se mostra pra alguém. Uma versão que não precisa forçar nada em lugar nenhum, que não precisa se mutilar pra caber, que não precisa s...

Calada E Só

Depois de toda a euforia estresse preocupação, de repente uma onda de calmaria chega. Mas é daquelas calmarias avassaladoras, sabe? Que se instala no peito e rouba o fôlego. Calmaria ansiosa, sem saber o que esperar do futuro. Se perguntando onde estava o erro, se tudo caminhava tão tranquilamente? Por que ela esperava pela quebra da onda toda vez? Por que não conseguia encontrar descanso na calma, por que ficava a procura daquilo que poderia estar espreitando? Tentava veementemente não dar lugar pras paranóias, não dar espaço pra que o não dito por que não foi nem sequer cogitado mas abria caminhos pra infindáveis perguntas e questionamentos que vinham sem pedir licença. Domingo é sempre assim: a gente fica questionando a própria existência com lágrima escondida atrás das pálpebras: as vezes rola, as vezes a gente faz força pra cair, mas fica lá, teimando em te atormentar com a ideia de que se talvez meus sentimentos transbordarem pra fora de mim, talvez eles parem de me atazanar....