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Stop Telephoning Me

"Sorry I can't answer you, I'm kinda busy"

O telefone tocou pela vigésima vez nos últimos dez minutos. Ele apertou o botão de "ignore call". Estava se cansando aos poucos dela. Não é que ela fosse desinteressante, chata, incompatível, burra, gorda, irritante, ou qualquer coisa assim. Ela era perfeita. Pra outro cara. Ele conheceu outra garota. Na verdade, já a conhecia. Ja fora apaixonado por ela. Mas de repente, ela voltara a se tornar interessante, como se a luz tivesse e acendido com um clique abafado, e tivesse tomado conta de algo que ele não sabia que podia ser tomado. Ana era linda. Inteligente. Da sua idade. Talvez um pouquinho menos complicada que Ingrid. Sorridente. Com menos coisas pra fazer, mas mais tempo pra aproveitar. Menos compromissada. E assim, como um piscar de olhos ou um estalo de dedos, vai embora e não pretende voltar, deixando a chave da casa, um armário vazio, e um bilhete insólito, que mais tarde ficaria borrado de lágrimas sinceras de um amor verdadeiro. O bilhete dizia algo banal, mas tão banal que machucava. E dor penetrava nela exatamente como uma faca recentemente afiada, como um punhal que tem um ponto certo pra acertar. E sufoca seu coração de uma forma que o faz perder a confiança em si e nos outros. A mensagem, era algo normal, mas estranho pra ela "escutar" dele.

"Sinto muito. Eu te amo. E por isso, eu realmente sinto muito."

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